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Otorrinolaringologista

Dra. Cláudia Schweiger

PERFIL DE FORMAÇÃO

JE - Qual a sua formação?
Cursei a Faculdade de Medicina da UFRGS em 2004, fiz residência em Otorrino no Hospital de Clínicas, onde me formei em Janeiro de 2008. Estou fazendo mestrado na UFRGS, e também uma Pós-Graduação em Laringe, que é uma subespecialização da Otorrino. Participo do Congresso Brasileiro, que ocorre duas vezes por ano, desde antes da residência, pois temos bastante estímulos para se atualizar continuamente, através de congressos, eventos e cursos.

JE - Quanto tempo tens de ULBRA SAÚDE? Tem outro local de atuação?
Estou no Plano ULBRA SAÚDE, há mais de um ano. Mais especificamente, na Unidade Central, faz um mês. Anteriormente atendia na Unidade de Alvorada e São Leopoldo, no qual fiquei, um pouco mais de um ano.

JE - Porque escolheu esta especialidade?
Na verdade sempre me interessei bastante por cirurgias, mas gosto de clínica, adultos e crianças e nessa especialidade tem tudo isso, não especifica nada, tem procedimentos grandes e pequenos, para crianças e idosos. Era isso que eu queria, um procedimento geral, com todas as idades e cirurgias.

JE - Qual a sua função, como Otorrinolaringologista, perante a sociedade?
Em função dos tipos de doenças é claro, ajudar tanto uma criança a superar e crescer junto com a sociedade, quanto ajudar um idoso à não ser excluído da sociedade. Um exemplo é um idoso com perda de audição, poder tratar esse problema, aumentando sua auto-estima para sua socialização, sem deixar que ele vá para o isolamento. Na visão do otorrino, um deficiente visual consegue interagir, mais facilmente, com a sociedade, pelo fato de escutar, já um surdo se sente excluído.

JE - Como é o dia-a-dia de um Otorrinolaringologista?
Hoje em dia os médicos trabalham em vários lugares, além disso, precisam se reciclar, se aperfeiçoar, participar de eventos da área, viagens. É uma profissão que necessita de constante atualização sem largar o mercado de trabalho. Fica difícil de achar um tempo para a família. No meu caso saio do trabalho e ainda vou estudar à noite para o meu mestrado.

JE - Quais os seus medos e realizações durante a profissão?
O maior medo é quando você sai da residência. Nesse momento o profissional passa a ser você, não é mais o momento de treinar, com o professor do seu lado para te ajudar, é só com você. Além do mercado de trabalho, que está extremamente difícil.

JE - Equipe é importante? Fale um pouco da sua.
A equipe com certeza é muito importante, é o que todo mundo tenta manter. Aqui em Porto Alegre é mais fácil de conseguir uma equipe do que no interior. Lá, muitas vezes, ficamos isolados, aqui temos a equipe que conhecemos na residência, podemos mantê-la.

JE - Como você vê o Brasil nesta área e o que deveria melhorar
Otorrino é uma área que está boa para o profissional. Em relação à tecnologia, está evoluindo bastante, ainda não podemos comparar com os paises de primeiro mundo, mas está melhor do que muitos outros paises. Para os pacientes ainda está muito ruim, pois no SUS um paciente pode demorar de 2 ou até 3 anos para conseguir uma consulta. Isso é uma questão que deveria melhorar bastante.

ERFIL DO ULBRA SAÚDE

JE - Como você retrata a ULBRA SAÚDE em relação à tecnologia e profissionais na sua área de atuação?
Comecei há pouco tempo aqui, mas vejo a ulbra como uma organização, uma empresa que ta crescendo muito. Há pouco tempo não se ouvia falar, e agora tem ULBRA SAÚDE em todo o lugar.

JE - Qual a Freqüência de consultas realizadas por sua equipe da ULBRA SAÚDE?
Eu faço 8 horas por semana, mais cirurgias e as consultas no luterano. São cerca de uma consulta a cada 15 minutos e cirurgia são cerca de 2 ou 3 por mês.

JE - Qual o diferencial da ULBRA SAÚDE em comparação a outros hospitais ou planos?
Nesse tempo em que estou na ULBRA SAÚDE, não tive problemas, não me negaram exames em momento algum, o que o médico diz que precisa o plano cobre, isso mostra a confiança que o plano tem nos profissionais, o que é difícil de achar em outros lugares.

JE - Estamos há 11 anos fazendo melhorias e crescendo com qualidade, atendemos inúmeras pessoas. Pelo tempo que tens de ULBRA SAÚDE, se fosse um paciente, recomendaria o Plano?
Com Certeza, por tudo isso que eu já disse sobre a ULBRA SAÚDE.

JE - Que conselhos você daria para estudantes que gostariam de atuar em sua área?
Em qualquer área da medicina, tem que estudar muito. Tem que gostar muito de cirurgia e clínicas. O importante é não parar de estudar, pois Otorrino é uma concorrência muito grande no mercado de trabalho.

PERFIL DA ESPECIALIDADE

JE - Qual é o trabalho de um otorrinolaringologista?
Doenças de ouvido, nariz e garganta. Em consulta o mais comum é ouvido e nariz, por problemas na garganta é mais raro alguém consultar. Quero ir mais para a área da laringe, pois temos poucos profissionais atuando e eu me identifico bastante por essa área.

JE - Quais são as patologias tratadas por profissionais desta área?
Todas de ouvido, perda de audição, tonturas, problemas de nariz, renite em geral. Em crianças problemas de amídalas, qualquer problema de voz, cordas vocais. Alguns Otorrino fazem cirurgia de câncer da garganta, não são todos.

JE - Quais são as mais graves? E de maior incidência?
As mais graves são os cânceres, sem dúvida. Os cânceres de laringe são os mais comuns e atingem, geralmente, os fumantes. As de maior incidência são as rinites e as perdas de audição. Nas crianças os principais problemas são as amídalas.

JE - Como é o perfil da maioria dos pacientes?
O perfil é geral, não tem como definir, pois aqui atendemos todos os tipos de clientes, pobre, rico, idoso, jovem. Das doenças mais graves, os maiores causadores, sem dúvida, são o fumo e o álcool. Caracterizam 99% dos pacientes que apresentam tais doenças. É muito raro ter qualquer tipo de câncer, sem fumar ou beber. Higiene bucal contribui bastante também.

JE - Que atitudes as pessoas podem tomar a fim de evitar estas doenças?
Deixando de fumar e beber ajuda consideravelmente. E para quem trabalha em industrias, com emissão de ruídos, usar proteção no ouvido e outros EPI's.


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