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Câncer da Próstata
O número de óbitos por câncer de próstata (CAP) no Brasil é, atualmente, de 8.200/ano. Devido à não notificação compulsória em nosso país, este dado pode estar subestimado e o número real seria de 18 mil óbitos/ano. Vale ressaltar que apenas um terço dos homens com CAP morrem, especificamente, devido ao seu tumor. Esta doença acomete cerca de 17% dos homens. O risco de ela se apresentar, durante a vida de um homem, é de 24%. Enquanto sua incidência para homens entre 45 e 49 anos de idade é de sete novos casos/100 mil homens/ano, para aqueles com mais de 80 anos, o número é de 1.200/100 mil homens/ano. Na década de 1970, a maioria (cerca de 70%) dos casos tinha diagnósticos em fase avançada. Atualmente estes números estão bastante modificados, tendo 80% dos pacientes o diagnóstico ainda com a doença localizada. O câncer de próstata é o tumor sólido não-cutâneo de maior incidência em homens acima de 50 anos de idade, representando mais de 40% dos tumores que atingem o sexo masculino nessa faixa etária e a segunda causa mais freqüente de morte por câncer no homem, estando atrás, somente, do câncer de pulmão. A utilidade da determinação do Antígeno Prostático Específico - PSA (enzima utilizada para diagnosticar e controlar a evolução do câncer de próstata), através do exame sanguíneo, como screening ou rastreamento do câncer, tem sido demonstrado em vários estudos. Níveis de PSA de 2,5 a 4 ng/mL podem evidenciar câncer clinicamente significante de 13% a 22%. Níveis de PSA entre 4,1 e 10 ng/mL, o câncer foi detectado em cerca de 27% a 33% e acima de 10 ng/mL, a incidência foi acima de 50% de neoplasias. O PSA acima de 10 ng/mL é altamente indicativo de doença não-confinada e invasão extracapsular. Acima de 20 ng/mL é altamente indicativo de doença extraprostática. Autores estimam que a produção de PSA é cerca de 3,5 ng/mL/g de câncer. O exame físico permanece como uma ferramenta relevante para o diagnóstico do câncer de próstata, mesmo com a evolução dos métodos complementares, como o PSA. Pacientes com exame de PSA normal podem apresentar alterações sugestivas de neoplasia no exame digital da próstata em até 20% dos casos. As campanhas de detecção precoce do câncer de próstata (CaP) trouxeram um novo panorama relacionado ao seu tratamento, pois cada vez mais vêm sendo diagnosticadas neoplasias em estádios iniciais, com maior potencial de cura. É sempre muito importante ressaltar que o câncer de próstata em sua fase inicial é assintomático, ou seja, não apresenta sintomas, e só é detectado através dos exames de rotina feitos anualmente. Estes devem ser iniciados aos 45 anos por aqueles pacientes sem história familiar de câncer de próstata e aos 40 anos por aqueles com história familiar da doença. Na atualidade admitem-se duas modalidades de tratamento com potencial de cura: A Prostatectomia Radical (PR) e a Radioterapia (Rdt). A Prostatectomia Radical, após a notável contribuição de Walsh (anos 1980) para a anatomia cirúrgica da PR, teve reduzida a alta incidência de complicações (incontinência, disfunção erétil, perda excessiva de sangue intra-operatória) para índices aceitáveis e essa operação passou a ser empregada em praticamente todos os centros urológicos. Tem como vantagem erradicar, de maneira imediata populações de células tumorais, inclusive as radiorresistentes. Estatísticas recentes mostram que cerca de 80% dos pacientes com doença localizada, tratados pela PR, não apresentam evidência de progressão da doença após cinco anos de seguimento. A mensagem que deve ser enfatizada para a população é:
O IMPORTANTE É A PREVENÇÃO!
Dr. Elton Cardoso Sanchotene
Médico Urologista da Unidade Central do Plano ULBRA SAÚDE
Coordenador do Serviço de Urologia do Hospital Universitário da ULBRA
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